Menina sentada com as mãos no rosto
Ultima atualização: 25 de junho de 2021

Estima-se que entre 2 e 5% das crianças do mundo sofram de depressão infantil. No Brasil, esses dados podem chegar até 7,5%. Embora pareça pouco, é preocupante pensar que nessa fase da vida existem tantas crianças lidando com esse problema.

A depressão na infância costuma ser causada pela separação dos pais, mudança de cidade ou escola, ou ainda por conta do bullying. Siga conosco para entender melhor esse problema!




O mais importante

  • Assim como nos adultos, a depressão infantil tem seus sinais. Os pais precisam estar atentos para os principais sintomas, como tristeza frequente e falta de apetite. Siga conosco para aprender a identificar outros sinais.
  • A depressão infantil não pode ser tratada como manha pelos pais. É preciso buscar ajuda médica multidisciplinar e fazer o tratamento adequado.
  • A criança deprimida precisa de atenção extra dos pais, tanto para se sentir amada e protegida quanto para cumprir suas necessidades básicas, como se alimentar e cuidar da higiene.

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Aprenda a identificar os sinais e a lidar com a depressão infantil

Reclamação constante, irritabilidade e muitas crises de birra podem ser sinal de uma depressão infantil. Em caso de suspeita, os pais devem conversar com o pediatra que acompanha a criança para buscar uma equipe especializada, como psicólogos e psiquiatras.

Se você tem uma criança frequentemente triste perto de você, siga conosco até o fim para ajudá-la o quanto antes.

Imagem mostra menino com a cabeça abaixada entre os braços

Cansaço frequente, quando associado à outros sintomas, também pode indicar depressão infantil. (Fonte: Pixabay / Pexels.com)

Sinais mais comuns de depressão infantil

A depressão infantil não deve ser tratada como manha. Ela é uma desordem cerebral que precisa de acompanhamento de profissionais especializados. Embora ela altere o comportamento da criança, os pais precisam saber identificar os principais sinais de uma criança deprimida.

Fizemos uma lista com os mais comuns para te ajudar nessa tarefa:

  • Falta de vontade de ir para a escola;
  • Queda no desempenho escolar;
  • Tristeza frequente, cansaço e maior irritabilidade;
  • Alteração no sono;
  • Dores de cabeça ou em outros locais, como abdômen;
  • Crises de birra diárias e episódios que os pais chamam de manha;
  • Desinteresse em brincadeiras que adorava;
  • Mudança no apetite e oscilação de peso;
  • Vazamentos frequentes de xixi na cama;
  • Medo de ficar sozinho ou longe dos pais.

Principais causas

A depressão infantil pode ter diversas causas. Assim como os adultos, cada criança reage de uma forma em diferentes situações. Portanto, situações aparentemente simples também podem desencadear uma depressão, especialmente se o lar em que a criança vive não é um ambiente feliz.

De qualquer modo, algumas causas principais são identificadas nos consultórios. As mais comuns são separação dos pais, bullying, mudança de cidade ou escola, ausência ou morte de uma ente querido.

Porém, fatores genéticos também influenciam. Crianças com pais depressivos ou famílias com histórico de depressão têm maiores chances de desenvolver a doença.

Na infância, a maior incidência de depressão é na fase escolar.

Tratamento para depressão infantil

Sabendo que a depressão infantil não é brincadeira, é preciso buscar tratamento médico especializado. Mas a maior dúvida dos pais é quando buscar ajuda, já que eles receiam confundir episódios de tristeza naturais com a depressão.

Quando buscar ajuda?

Se boa parte dos sinais mencionados no começo desse artigo acontecem com frequência, é hora de conversar com o pediatra e começar a investigação. Quanto antes a equipe médica entrar com os recursos necessários, melhor e mais rápidos serão os resultados.

Se a criança passar por períodos constantes de estresse, e isso afetar especialmente o desempenho na escola, converse com a professora e peça também a opinião dela.

Em caso de dúvida, lembre-se de que é sempre melhor prevenir do que remediar.

Como é feito?

Os pais devem primeiro conversar com o pediatra que acompanha a criança. Após relatar os acontecimentos que levam à suspeita de depressão infantil, o médico da criança pode solicitar o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, composta por psicólogo, psicopedagogo e em alguns casos, um psiquiatra infantil.

Essa integração da equipe com a família é fundamental para o sucesso do tratamento. Ele começa com atividades lúdicas para que a criança possa expressar seus sentimentos através das brincadeiras, porém, o uso de antidepressivos pode ser indicado em alguns casos mais graves.

O tratamento atinge mais sucesso quando escola, equipe médica e pais agem integralmente.

O tratamento atinge mais sucesso quando escola, equipe médica e pais agem integralmente. (Fonte: RODNAE Productions / Pexels.com)

Como ajudar uma criança depressiva?

Obviamente a criança não se comporta assim por vontade própria. Ela não tem maturidade para identificar tal situação. Portanto, seus pais, guias na sua educação, precisam conduzir a situação com o intuito de amenizar os episódios de tristeza da criança.

Separamos algumas dicas que podem ser úteis na busca de um lar mais feliz para toda a família e o bem-estar da criança.

Ambiente harmonioso

Quanto menos brigas existirem no lar, melhor vai ser para a criança em tratamento de depressão. Então é momento de os adultos conversarem e verem de que forma podem reduzir picuinhas e brigas, em prol do bem-estar dela.

Se a criança possui irmãos, talvez seja bacana conversar com eles, explicando a situação, incentivando a demonstrar carinho e amor pelo irmão em tratamento.

Incentivo a práticas saudáveis

Comer alimentos saudáveis e praticar atividade física ajudam no tratamento da depressão. É claro que a mudança não vai acontecer da noite para o dia, mas os pais podem incluir aos poucos novos hábitos na rotina familiar, sem forçar situações causando ainda mais desconforto na criança.

Os pais podem incentivar a criança a fazer atividades que gosta, como caminhadas ao ar livre, andar de bicicleta em família ou se matricularem juntos na aula de natação. Essa ainda pode ser uma boa oportunidade de criar novos laços.

Pai ajudando filho a andar de bicicleta. Mãe e filha vindo atrás.

Atividades em família ajudam muito no tratamento, já que estreitam os laços e reforçam. (Fonte: Yan Krukov / Pexels.com)

Atenção reforçada

Esse é um momento de demonstrar amor e dar mais atenção para a criança. Ela precisa se sentir segura, respeitada e compreendida. Sente para brincar com ela no chão de casa, pergunte como foi seu dia e a elogie com frequência, mesmo nas pequenas conquistas do dia.

Se seu filho venceu a tristeza e aceitou algo diferente, reforce o comportamento. Se as reclamações diminuírem por um dia, faça com que ele perceba como isso é positivo. Os pais são os guias do comportamento a todo momento. E claro, nunca deixe uma criança depressiva sozinha.

Resumo

A depressão infantil não é manha da criança. Ela é a pessoa com menos maturidade para entender o que está acontecendo. Por esse motivo, os pais precisam de ajuda especializada e tratamento adequado, que muitas vezes pode ser através de medicamentos.

Ela é causada por diversos fatores, sendo separação dos pais, bullying, mudança de cidade ou escola e ausência de alguns familiares os mais comuns. Os principais sinais foram descritos ao longo desse guia, se seu filho apresenta alguns deles constantemente, procure o pediatra da sua confiança.

(Fonte da imagem destacada: Pixabay / Pexels.com)

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